Author Archives: tiagoserra
Catarina Mota: Play with smart materials
A maker of things and open-source advocate, Catarina Mota is co-founder of openMaterials.org, a collaborative project dedicated to do-it-yourself experimentation with smart materials. This is a new class of materials that change in response to stimuli: conductive ink, shape-memory plastics, etc. Her goal is to encourage the making of things; to that end, she teaches hands-on workshops on high-tech materials and simple circuitry for both young people and adults–with a side benefit of encouraging interest in science, technology and knowledge-sharing. She’s working on her PhD researching the social impact of open and collaborative practices for the development of technologies. In other words: Do we make better stuff when we work together? She is also a co-founder of Lisbon’s hackerspace altLab.
“Probably the most disruptive element of this technology is not the tools themselves, but the maker culture—the community of people who sell, use, and adapt the tools of digital fabrication.”
from “R&D: A Strategist’s Guide to Digital Fabrication”
xDA & FabLabCoimbra
Parceria :: FabLab Coimbra
O xDA estabeleceu um acordo de colaboração e dinamização com o FabLab Coimbra. Esta colaboração vem proporcionar não só aos seus membros mas a toda a comunidade da rede de laboratórios AudiênciaZero o usufruto dos seus recursos materiais e humanos para a execução de projectos.
Encontram-se agendadas as seguintes actividades para Julho-Agosto:
(A inscrição é necessária uma vez que o número de máximo de participantes será de 10.)
3 Julho :: 18h – Encontro semanal no FabLab – Inscrição
O nosso encontro semanal das terças-feiras é nesta semana no FabLab, num horário um pouco mais cedo, das 18h-20h. Com o propósito de fazer brainstorming e discutir ideias a implementar nas próximas actividades.
7 Julho :: 14-18h – Dia aberto no FabLab – Inscrição
Este OpenDay será destinado à experimentação do equipamento disponível e à execução de um ou mais pequenos projectos, devidamente documentados e registados em fotografia/vídeo.
4-5 Agosto :: Sprint – Inscrição
O Sprint é uma actividade que tem por objectivo criar um protótipo completamente funcional num só fim de semana. Ainda por definir uma vez que depende das duas actividades anteriores, pretende conceber um projecto de inicio ao fim num curto espaço de tempo, com o seu devido registo vídeo/fotográfico e documentação.
O que é um FabLab?
“Fablab” é a abreviatura de “Fabrication Laboratory”. O conceito surgiu no Center for Bits and Atoms (CBA) do Massachussets Institute of Technology (MIT), com o leccionamento de uma disciplina designada por “How to do (almost) anything”, dada pelo Prof. Neil Gershenfeld.
Loja no Laboratório
A partir de Julho o xDA passa a dispor de uma loja (física e online) de componentes para projectos de arte e tecnologia digital que pretende ser mais um ponto de apoio para todos os que estão a desenvolver projectos na rede de laboratórios Audiência Zero.

Esta loja tem desde já disponível ferramentas e consumíveis para electrónica e robótica (arduino, sparkfun, pololu) e tem como objectivo expandir o leque de produtos de forma a dar resposta às necessidades dos criadores dos laboratórios audiência zero. Paralelamente, esta loja pretende ser um canal de distribuição para os projectos dos laboratórios e dos seus criadores.
Desta forma entre os próximos produtos a serem disponibilizados encontram-se os kits do projecto Electronic Paper Toys e os kits de introdução à electrónica utilizados nos Workshops para Professores e Educadores. O objectivo é incentivar os criadores dos laboratórios a desenvolverem produtos que possam ser comercializados nesta loja e desta forma encontrarem financiamento para os seus projectos.
Para divulgar esta iniciativa o xDA vai oferecer até ao final do presente quadrimestre preços especiais aos membros dos laboratórios e aos participantes em workshops e aulas práticas.
Mais informação será disponibilizada em breve no site e na newsletter da loja.
3.000.000 views – Instalação e Performance
3.000.000 Views é uma instalação e performance pública que utiliza uma estratégia popular de publicidade online, em motores de busca como o YouTube, Dailymotion ou Vimeo, transpondo-a para o mundo físico da publicidade em contexto urbano.

Neste projecto desenvolvido por Raquel Carteiro, Sandra Araújo e Sérgio Ferreira o transeunte, torna-se espectador e participante involuntário de um aparato de publicidade analógico-digital que é auto-reflexivo, tornando este tipo de estratégia viral em conteúdo e espelhando a nossa relação de consumo em massa motivada pelos números no mundo online.
A expressão “3.000.000 Views” torna-se estranha ao ser expulsa das janelas dos browsers ocupando os suportes urbanos de publicidade no entanto, transporta com ela a mesma ideia e poder, armadilhando o espectador – não para lhe vender um produto, mas para tornar visíveis os seus mecanismos de persuasão.
Como funciona?
Após despertar a curiosidade do transeunte através da mensagem “3.000.000 Views” divulgada em suportes de publicidade urbanos, este acede através de um QR code a uma página Web onde se visualiza um filme de alguém que espreita por um buraco numa parede localizada algures. Logo a seguir ao vídeo, o utilizador é informado da localização desta parede através da apresentação de um Google Maps.
Ao chegar ao espaço indicado no mapa e encontrada a parede observada no vídeo, o espectador espreita pelo buraco assistindo a um funcionário que se levanta da secretária ao notar que existe alguém a espreitar do outro lado da parede. O funcionário regista mais um risco na parede atrás de si utilizando um marcador e volta a sentar-se.
Mais informação
Autores
Raquel Carteiro
Sandra Araújo
Sérgio Ferreira
I – Instalação Sonora Interativa
O espaço físico que ocupamos é alterado de forma imperceptível pelas tecnologias e pelos media omnipresentes que utilizamos. Somos mediados num espaço invisível carregado de ondas electromagnéticas que nos ligam aos outros – hyperlink humano.

Partindo desta ideia de “sistema nervoso” invisível, o grupo formado por Pedro Ângelo, Rebecca Moradalizadeh e Sónia Ralha desenvolveu conceptualmente uma instalação interactiva em que o visitante de um espaço se torna participante, utilizando involuntariamente o seu telemóvel na composição colectiva de paisagens sonoras.
No espaço de instalação encontramos sete cabos de cobre colocados verticalmente entre o chão e o tecto e distanciados entre si que têm uma função de antena conversor captando as ondas electromagnéticas que ocupam o espaço. A aproximação do visitante a cada uma destas estruturas, transforma o seu campo electromagnético pessoal numa massa sonora ruidosa que eventualmente, dependendo do número de visitantes, se torna caótica e invasiva.
O processo de conceptualização foi permeado por um processo de prototipagem acompanhado por João Gonçalves do LCD Guimarães, trabalhando-se um receptor de GSM que permite traduzir estes valores em qualquer tipo de som.
Mais informação
http://audienciazero.net/docs/public/labs/projects/i
Autores
Pedro Ângelo
Rebecca Moradalizadeh (rebeccamoradalizadehap.blogspot.pt/)
Sónia Ralha
AHA! – Instalação e Performance
AHA! (A Human Approach) é uma instalação interactiva desenvolvida por Gil Ferreira, Mónica Mendes e Victor Diaz que investiga os mecanismos de pesquisa online.

O participante é confrontado com a familiar página de acolhimento da Google e ao pesquisar uma palavra ou conjunto de palavras, em vez de visualizar uma lista de resultados ou hyperlinks, este depara-se com um vídeo que mostra o processo de pesquisa a ser feito por pessoas.
O contexto dos vídeos varia de acordo com a palavra/conceito pesquisado. Os 3 “operadores-investigadores” podem encontrar-se numa sala cheia de livros que abrem e fecham incessantemente à procura da melhor resposta ou no exterior procurando directamente no mundo físico uma resposta que pode também surgir da interacção entre eles. Ao procurarmos a palavra “mel”, o motor de busca mostra-nos os “operadores-investigadores” que experimentam mel, partilhando e revelando as suas propriedades com o participante através de experiência directa.
O projecto tem duas modalidades de funcionamento: Instalação com vídeos pré-gravados ou instalação/performance com performance da pesquisa/reflexão e respostas em tempo real. AHA! mostra-nos que o processo de mediação habitualmente transparente numa pesquisa online torna-se o próprio conteúdo desta instalação.
Ao mostrar um vídeo em vez da habitual lista de resultados a peça provoca um curto-circuito nas nossas expectativas, mostrando-nos o impacto que a tecnologia tem sobre nós, automatizando-nos. Numa época em que a sociedade avança à velocidade da fibra óptica e ao passo marcado pela Googlização do mundo, este projecto inverte a lógica do transparente, objectivo e imediato, abrandando o processo de pesquisa numa tentativa de reflexão sobre o impacto da mediação – motor de busca na nossa sociedade.
Mais Informação
Autores
Gil Ferreira (www.basestudio.com.pt)
Mónica Mendes (http://monicamendes.info)
Victor Diaz (http://victordiazbarrales.com)
Join – Performance
Join é uma performance desenvolvida por Ana Palma, Diana Combo e Tiago Serra que explora a transposição de ações entre os contextos sociais online e offline.

As respostas dadas a um evento numa rede social online, são utilizadas para criar um momento de confronto offline inesperado. Cada pessoa que confirma a sua presença na performance Join através do Facebook, terá alguém à sua espera no evento offline, que segura um cartaz com o seu nome.
Este confronto pretende introduzir uma distância crítica relativamente ao uso do medium, tornando visíveis os mecanismos que operam na diluição dos contextos físico e não-físico. Através desta transposição, o medium perde a sua transparência e transforma-se num espelho, levantando questões sobre privacidade e identificação, inclusão e exclusão.
Mais informação
http://joinperformance.tumblr.com/
https://www.facebook.com/events/188631544585104/
Autores
Ana Palma
Diana Combo (eosinoise.wordpress.com)
Tiago Serra (www.sensebloom.com)
Residência LCD – Março de 2012
Durante esta residência de carácter experimental, 12 elementos provenientes de áreas como arquitectura, design, artes plásticas, engenharia e multimédia desenvolveram alguns objectos conceptuais e breves protótipos explorando o conceito de hyperlink e uma lógica de Media Displacement.
Esta ideia foi utilizada como estratégia de representação, na criação de anti-ambientes (1) e de formas de reflexão tecnológica e a sua definição provem da observação atenta da prática artística de autores como Aram Bartholl, Christopher Baker, Robert Lazzarini ou Paolo Cirio.

“In his amusement born of rational detachment of his own situation, Poe’s mariner in The Descent into the Maelstrom staved off disaster by understanding the action of the whirlpool.” – M.McLuhan
A transposição de objectos, conceitos e fenómenos nativos de mundos digitais e mundos online para o mundo físico permite a criação de um momento de revelação e de fissura na estratégia de transparência que caracteriza os media que permeiam as nossas relações. Contrariando o movimento de remediação (2) que define as estratégias de media design, a ideia de Media Displacement utiliza o próprio media como conteúdo do objecto artístico, revelando os seus mecanismos e criando uma distancia auto-reflexiva.
Seguindo esta lógica, quatro projectos-protótipos foram desenvolvidos depois de uma semana de apresentações teóricas, pesquisa, conceptualização e prototipagem. AHA! – A Human Approach é um motor de busca humano que inspeciona a lógica da pesquisa online contemporânea; Join é uma performance que analisa os mecanismos das relações sociais online e a sua relação com o mundo Offline; 3.000.000 Views é uma instalação/performance pública que utiliza um mecanismo de publicidade para reflectir sobre o poder persuasivo dos números e das estatísticas no consumo de massas online e I, é uma instalação sonora que converte as ondas electromagnéticas dos nossos aparelhos de comunicação móvel em ondas sonoras audíveis, tornando-nos conscientes da “aura” electromagnética que ultimamente caracteriza o homem pós-moderno.
1 MCLUHAN, M., FIORE, Q. 2008. The Medium is the Massage. Penguin Books
2 BOLTER, J. D., GRUSIN, R. 2000. Remediation – Understanding New Media. MIT Press.